segunda-feira, 7 de novembro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

o maior português de sempre


Santo António de Lisboa
(vitral numa igreja no centro de França)


há uns anos, a nossa televisão pública realizou e transmitiu um programa intitulado
"O maior português de sempre".
depois da votação popular via telefone, penso que todos nos lembramos do resultado final.
entre os cerca de vinte candidatos (se bem me lembro) não figurava Santo António (o de Lisboa, mesmo).
claro que os resultados desta votação popular se devem mais a questões ideológicas e até partidárias do que culturais e históricas, como se pretendia e esperava.

de qualquer forma, aí está, na minha mais que modesta opinião,

O Maior Português de Sempre!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

as nossas casas IV


três ou quatro escadas toscas e gastas
um patamar, qual varanda
a porta derreada pelo tempo
e o resto não se vê...

eis uma casa de gente,
 à espera do correio...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Auto da Paixão - algumas imagens

...que se representou em Vilarandelo na quinta-feira, 18 de Agosto, à noite


(Ceia )


 (Calvário)
























(A Senhora da Piedade ou Píetá : Jesus morto no regaço de Sua Mãe)

















                                                        

terça-feira, 26 de julho de 2011

S. Joaquim e Santa Ana: os avós

Celebra o calendário católico neste dia a memória litúrgica de S. Joaquim e de Santa Ana, segundo a tradição os pais de Maria, Mãe de Jesus.
A sociedade civil aproveita, muitas vezes, as celebrações de índole cristã para fazer marcar certos aspectos profanos, muitas vezes com interesses meramente ou sobretudo economicistas. desta vez quiz instituir o Dia dos Avós.
Até certo ponto está bem. S. Joaquim e Santa Ana foram os pais de Maria e, por conseguinte, os avós de Jesus.
Costumamos ouvir dizer, com algum acerto, que quando se reconhece a necessidade de celebrar qualquer aspecto em particular num determinado dia do ano isso não é bom sinal. concordo. Dia dos Direitos Humanos, Dia da Mulher, Dia da Criança, Dia da Liberdade, Dia do Trabalhador... Porque há muito quem esqueça os Direitos Humanos, os direitos e a igualdade essencial das mulheres em relação aos homens, os direitos das crianças, dos trabalhadores, a liberdade humana e social nas suas variadas acepções...
O mesmo acontece com os Avós, recordados e homenageados neste dia (triste civilização!)...
Porque durante as últimas décadas se esqueceram e desprezaram completamente os Avós e os idosos em geral, o seu papel e missão no mundo e nas famílias, o muito que têm a ensinar a todos, a sua condição de pessoas... foi preciso instaurar o Dia dos Avós...
Porque o nosso estúpido primeiro mundo só considera o ser humano enquanto ele produz, rende, contribui (fiscalmente, entenda-se), esqueceu e desprezou (ou antes: esquece e despreza) quem já não produz dinheiro, quem já não rende para o erário público (para a segurança social), quem já não contribui fiscalmente. pelo contrário, quem é apenas (na mesma perspectiva) um encargo e uma despesa. (triste mundo!!!)
Por isso começa este nosso excelente primeiro mundo a perguntar-se e a discutir se não seria melhor eliminar, destruir, matar esses que não rendem nem produzem, antes são apenas um enorme encargo que faz desequilibrar a balança social (outra enormidade!): os idosos, os dependentes, os doentes incuráveis, os deficientes... será que sim?assim, de facto, talvez se equilibrasse a célebre balança...
E toca a inventar dias dos Avós para querer valorizar precisamente o que se esqueceu, desprezou e negligenciou (ou melhor: esquece, despreza e negligencia).
E a valorizar o lugar e a missão dos idosos, no tão propagandeado Encontro de Gerações... sempre apenas ou sobretudo com interesses economicistas: porque os Avós têm uma acção positiva, uma missão activa na sociedade, blá, blá, blá... (claro, eles podem sempre ir levar e buscar os netos à escola ou ao colégio e ajudá-los a fazer os trabalhos de casa porque os pais, vítimas da sociedade stressante e  esgotante em que vivemos, não têm tempo para isso...) mais uma vez o dinheiro e só o dinheiro a mandar. sim, valorizar o papel e a missão dos Avós, dos idosos, porque dá jeito, porque permite poupar euros ou dólares e dar tempo aos pais (afastando-os ainda mais dos filhos)...
Não seria melhor, mais acertado valorizar, sim, a importância da missão dos Avós, do tal encontro de gerações (que nunca devíamos ter feito desencontrarem-se), no sentido cultural? no sentido de valorizar-mos a riqueza (não monetária ou financeira, claro) que os Avós e os idosos em geral (ou até mesmo uma pessoa deficiente) com a sua sabedoria e experiência acumulada, significam para o equilíbrio pessoal, social, anímico e para a saúde global de todas as pessoas das outras gerações com quem convivem? e deixarmos, duma vez por todas de ser hipócritas, contruindo um mundo de máscaras, de lobos em peles de cordeiros?

como diz alguém: talvez valha mesmo a pena pensar nisto.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

outras andanças: Figueira de Castelo Rodrigo

foi uma descoberta ocasional.
mas uma linda, bela surpresa.
uma terra e uma região encantadoras, belíssimas, serenas...



a igreja de Figueira de Castelo Rodrigo.
só vi o exterior... 


e a vista de Castelo Rodrigo, com as suas ruínas de rara beleza


é daquelas terras das quais digo: quero lá voltar!
(mas com tempo)