segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

homens grandes: Martim Velho Barreto



Martim Velho Barreto
eis um nome praticamente desconhecido da totalidade dos habitantes do nosso concelho.
no entanto, o nome dum homem grande na história deste concelho de Valpaços;
um nome que devia ficar escrito, gravado com letras de ouro.

Martim Velho Barreto, natural de Monção - como atesta a inscrição da lápide da sua sepultura
na capela-mor da igreja de Santa Valha - foi, durante o século XVII pároco de Santa Valha, de Fornos do Pinhal e provavelmente da Bouça.

há vários documentos em que o seu nome figura:  



 estas duas pinturas encontram-se no arco cruzeiro da igreja de Fornos do Pinhal. pode ali ler-se que o arco e o tecto da capela-mor da igreja foram mandados fazer (à sua custa?) por Martim Velho Barreto, na era de 1682.
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estoutras são imagens de Santa Valha. dois belos e preciosos documentos para a história desta freguesia e do concelho.
a primeira está incrustada no muro da residência paroquial (a que os nativos chamam significativamente Abadia), e, depois duma inscrição do Evangelho (em latim) e que se trata da recomendação de Jesus aos discípulos no decorrer da Última Ceia "tende sempre os pobres convosco!", afirma-se que foi o Padre Martim Velho Barreto que mandou construir aquela casa para pobres peregrinos em 1692.

a segunda é uma imagem da capela de S.Miguel, também chamada de S. Caetano, em que se diz que ela foi reedificada sendo Abade Martim Velho Barreto no ano de 1697. 



já ouvi igualmente dizer que foi Martim Velho Barreto quem mandou construir a igreja da Bouça. por aqui se pode concluir e imaginar a grandeza deste homem e da sua obra (não apenas material, decerto) por estas terras.
a nossa homenagem, com o sentimento e a certreza de que há uma história por descobrir e escrever.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia"



era o lema dos escritores do movimento literário português chamado realismo (séc. XIX).
entre eles destacou-se o grande génio do romance Eça de Queiroz
que, com Guerra Junqueiro, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão
e outros, formava o grupo dos auto-afirmados "Vencidos da Vida":





 lembrou-me este lema o dia de hoje:
sol limpo, claro, até quente; e nevoeiro húmido, escuro e frio,
como um "manto diáfano" a encobrir a superfície real e crua de tudo.




felizmente, também proporciona balezas como estas.
a lembrar a terra... o mar... e as ilhas... 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

a simplicidade...



em Vilarandelo,
a dimensão meramente informativa da publicidade.

mas reparem na beleza tão simples deste reclame!




definitivemente, a aliança entre a simplicidade e a beleza.
como sempre!

sábado, 8 de janeiro de 2011

é inverno...







































...porque é inverno,
chuvoso,
uma imagem,
a recordar o ano passado...
chuvoso, húmido e frio...
é o inverno...
e a água é riqueza
e fonte de vida.

domingo, 2 de janeiro de 2011

em princípio de ano...

Sísifo

Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura,
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.



Miguel Torga

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

em fim de ano...





e agora?
acabou o caminho?
em frente?
à esquerda?
à direita?

temos, graças a Deus, o livre arbítrio.
não deixemos que nenhuma crise nos impeça.
o futuro é nosso.
o amanhã será aquilo que nós quisermos.

bom ano!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

cantata de Natal


 foi esta noite, na igreja de Vilarandelo


 sob a orientação do Maestro Francisco Doutel, nosso conterrâneo


apresentada esta cantata de Natal, onde se cruzaram as narrativas da Sagrada Escritura com as cantigas simples do Natal (tão distante!) da nossa infância, a solenidade do Magnificat
e a cadência dos nossos trasmontanos cantares das segadas e do primo cante alentejano.
que mais nos aproximou do mistério de Deus feito Menino!

afinal é este o encanto do Natal de Jesus.