quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia"



era o lema dos escritores do movimento literário português chamado realismo (séc. XIX).
entre eles destacou-se o grande génio do romance Eça de Queiroz
que, com Guerra Junqueiro, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão
e outros, formava o grupo dos auto-afirmados "Vencidos da Vida":





 lembrou-me este lema o dia de hoje:
sol limpo, claro, até quente; e nevoeiro húmido, escuro e frio,
como um "manto diáfano" a encobrir a superfície real e crua de tudo.




felizmente, também proporciona balezas como estas.
a lembrar a terra... o mar... e as ilhas... 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

a simplicidade...



em Vilarandelo,
a dimensão meramente informativa da publicidade.

mas reparem na beleza tão simples deste reclame!




definitivemente, a aliança entre a simplicidade e a beleza.
como sempre!

sábado, 8 de janeiro de 2011

é inverno...







































...porque é inverno,
chuvoso,
uma imagem,
a recordar o ano passado...
chuvoso, húmido e frio...
é o inverno...
e a água é riqueza
e fonte de vida.

domingo, 2 de janeiro de 2011

em princípio de ano...

Sísifo

Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura,
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.



Miguel Torga

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

em fim de ano...





e agora?
acabou o caminho?
em frente?
à esquerda?
à direita?

temos, graças a Deus, o livre arbítrio.
não deixemos que nenhuma crise nos impeça.
o futuro é nosso.
o amanhã será aquilo que nós quisermos.

bom ano!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

cantata de Natal


 foi esta noite, na igreja de Vilarandelo


 sob a orientação do Maestro Francisco Doutel, nosso conterrâneo


apresentada esta cantata de Natal, onde se cruzaram as narrativas da Sagrada Escritura com as cantigas simples do Natal (tão distante!) da nossa infância, a solenidade do Magnificat
e a cadência dos nossos trasmontanos cantares das segadas e do primo cante alentejano.
que mais nos aproximou do mistério de Deus feito Menino!

afinal é este o encanto do Natal de Jesus.