quarta-feira, 10 de novembro de 2010

o tempo das romãs



...
grão a
grão comeremos a romã eu
da tua e tu da minha mão.
(excerto de um poema de Fernão de Magalhães Gonçalves, poeta trasmontano)


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

incógnita

aí está mais um belo e elegante exemplar
dos marcos da nossa terra.
à beira do caminho, do lado esquerdo de quem desce
dos Poçacos para o Cachão.
lá está, imóvel e sereno...

fica-me sempre a pergunta acerca da sua finalidade:
para quê?
e, o que anda aliado, acerca do significado:
dois bb? porquê?

embora seja de considerar a opinião já apresentada pelo senhor Arcipreste,
-e que tem sentido e lógica-
mereceria este assunto um tratamento mais rigoroso,
 científica e históricamente falando.

detenhamo-nos, para já, na contemplação destas belezas,
em simplicidade e autoridade silenciosa.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

contas...

no mês das Almas,
umas "Alminhas".

faz-me lembrar, esta foto,
um dia de Outono,
depois das vindimas...
andei...
andei...
fartei os olhos de terra,
como eu gosto.

agora, anos depois,
lembrou-me uma quadra popular.
talvez tenha sentido neste mês...
ou não.

"Eu sou devedor à terra
e a terra me está devendo.
a terra paga-me em vida,
e eu pago à terra em morrendo."

domingo, 31 de outubro de 2010

dia de Todos os Santos

Não é de agora.
De facto, a Igreja de Jesus Cristo sempre afirmou que todos os cristãos, cada um segundo o seu estado, são chamados a ser santos, pela prática dos conselhos evangélicos, que nos torna imagens vivas de Cristo na terra.
Esta verdade foi uma vez mais afirmada recentemente no capítulo V da Constituição Dogmática "Lumen Gentium", documento final do Concílio Vaticano II (1962-65).
Aí se afirma: "Esta santidade da Igreja incessantemente se manifesta , e deve manifestar-se, nos frutos da graça que o Espírito Santo produz nos fiéis; exprime-se de muitas maneiras em cada um daqueles que, no seu estado de vida, tendem à perfeição da caridade, com edificação do próximo; aparece dum modo especial na prática dos conselhos chamados evangélicos".(nº 39)
Em seguida diz-se que a mesma santidade pode e deve ser procurada em todos os estados de vida, profissões, situações. é, portanto, para todos sem excepção. (e não só para alguns privilegiados):
"Todos os fiéis se santificarão cada dia mais nas condições, tarefas e circunstâncias da prória vida e através de todas elas, se receberem tudo com fé da mão do Pai celeste e cooperarem com a divina vontade, manifestando a todos, na própria actividade temporal, a caridade com que Deus amou o mundo."(nº41)
daqui depreendemos que viver a santidade é olhar as coisas, os seres, as situaçõs, com os olhos de Deus. é tão só aquilo que aprendemos numa canção antiga, batida mas tão verdadeira:
ser cristão = ser santo =  "Amar como Jesus amou/sonhar como Jesus sonhou/pensar como Jesus pensou/viver como Jesus viveu. Sentir o que Jesus sentia/sorrir como Jesus sorria/ e ao chegar ao fim do dia/ eu sei que dormiria/muito mais feliz!"
isso mesmo: a santidade é uma questão de felicidade. ser feliz fazendo os outros felizes e com a sua felicidade.
por isso amanhã celebramos o nosso dia: o de todos os que quisermos ser imitadores de Jesus Cristo no concreto mais concreto das nossas vidas.
sem boas intenções. com boas acções e opções.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

desafio





na minha mais que modesta opinião, trata-se de uma das jóias arquitectónicas
do nosso concelho
esquecida. abandonada.

um doce para quem souber do que se trata.


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

perspectiva...

uma espiral...
é a subir ou a descer?
nem tudo o que parece, é...
muitas vezes é uma questão de perspectiva...

como na vida...
ora se sobe, ora se desce...
quando uns sobem outros descem...

e ouvi dizer muitas vezes:
o mundo é uns ao cima, outros ao fundo!

santa sabedoria!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

a céu aberto...







































casa a céu aberto...
mas também,
janela aberta...
porta aberta...

elas são às centenas
pelas nossas aldeias e não só...
porquê esta condenação?! esta sentença?!
perderemos o nosso património
para não ficarmos com nada de jeito...

e a chave, pendurada na janela,
sem utilidade...
esquecida...
à espera...